Quase 190 jornalistas foram assassinados no mundo, em 2024 e 2025, conforme levantamento da Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Divulgado nesta segunda-feira (2), o estudo mostra, ainda, que esse é o maior número registrado pela instituição desde 2014 e 2015, quando foram observadas mais de 210 ocorrências.
Ainda segundo o documento, houve um aumento de 24% no número de assassinatos em relação ao biênio 2022/2023. E a maior parte ocorreu em países que são zonas de conflito, especialmente na Palestina, onde foi registrado um terço das mortes.
Entre as causas estão ataques por drones, a escritórios de veículos de imprensa ou instalações que abrigavam jornalistas. Em um dos casos, nove profissionais morreram de uma só vez. Além disso, há indícios de que, em pelo menos 15 casos, jornalistas foram alvejados mesmo utilizando coletes de identificação ou em veículos sinalizados da imprensa.
No Brasil, foi registrada uma morte, de Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, assassinado no estúdio da Rádio Guarany, no Pará, em maio de 2025.
Apesar de apresentar apenas dados relacionados a assassinatos, o relatório também reforça que os jornalistas estão sujeitos a outros tipos de violência não letal, como sequestros, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias e ataques online.
A Unesco entrou em contato com autoridades dos 78 países com registros de violência contra jornalistas. Desse total, menos de 40 forneceram informações sobre medidas adotadas para promover a segurança desses profissionais e combater crimes contra eles.
O Brasil, de acordo com o relatório, informou que adotou o Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, iniciativa lançada em abril deste ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O protocolo foi incluído no repositório de mecanismos nacionais de segurança da Unesco.






