O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) julga nesta quinta-feira (6) o processo administrativo disciplinar que pode resultar na punição do ministro Marco Buzzi, a partir de investigações que apuram condutas de assédio, importunação sexual e injúria. A sessão teve início pela manhã e ocorre de forma privada, visto que o procedimento tramita sob sigilo.
O processo foi aberto em abril, após a investigação de duas denúncias. A primeira, apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família de Buzzi. A mulher afirma que sofreu importunação por parte do parlamentar durante um período de estadia na casa do ministro em Santa Catarina. Os elementos reunidos na investigação apresentam mensagens trocadas entre o ministro e os pais da jovem, além de conversas da denunciante com a namorada, em que relata perguntas feitas por Buzzi sobre sua orientação sexual.
A segunda foi registrada por uma ex-servidora de seu gabinete, que relata situações em que houve toques sem seu consentimento, além de comentários de cunho sexual, exibição de conteúdo impróprio e condutas consideradas ofensivas nos períodos de 2023 e 2025.
A defesa do ministro nega as acusações e pede a sua absolvição. Os advogados defendem que os relatos apresentados apresentam inconsistências e contradições. Eles também afirmam que as denúncias são falsas e que o magistrado tenha sido vítima de um complô interno. Caso seja punido, o ministro ainda poderá recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal.
Marco está afastado das funções desde fevereiro deste ano, quando foi instaurado o processo administrativo disciplinar.







