A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, autorizou o registro de cinco novas canetas à base de semaglutida para o tratamento do diabetes. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) e reforça a ampliação da oferta desse tipo de medicamento no país.
A decisão faz parte de um processo que começou em agosto de 2025, quando a agência passou a dar prioridade à análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida. A medida atendeu a uma solicitação do Ministério da Saúde, com foco no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na ampliação do abastecimento do mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, a Anvisa colocou em prática um plano com 125 ações para reduzir a fila de pedidos e acelerar a avaliação de novos medicamentos. Essa força-tarefa foi fundamental para dar mais agilidade às aprovações. Dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos incluídos no edital lançado pela agência, 11 já tiveram a análise concluída. O balanço resultou, até o momento, na autorização de seis produtos.
O processo de avaliação envolve diversas etapas, como estudos clínicos, análise técnica da documentação apresentada pelas empresas e inspeções nas linhas de produção estéreis, para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos.
O aumento dos pedidos de registro de remédios dessa categoria está ligado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas do hormônio GLP-1. Produzida em laboratório, a substância atua estimulando a fabricação de insulina pelo organismo e ajuda no controle da fome e da sensação de saciedade.
Hoje, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para tratamento da obesidade e do diabetes protocoladas na Anvisa correspondem a medicamentos sintéticos. Outro fator que tem impulsionado a procura é o vencimento de patentes de alguns desses remédios nos últimos anos, o que abriu espaço para novos fabricantes e ampliou a concorrência no setor.







