A Justiça Militar determinou, na terça-feira (17), a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto, marido da policial militar Gisele Alves, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia o casal, em São Paulo.
O oficial foi detido na manhã desta quarta-feira (18), por volta das 8h17, em São José dos Campos, no interior paulista, durante uma ação da Corregedoria da Polícia Militar.
Em nota, a defesa de Geraldo contestou a decisão, afirmando que a Justiça Militar não teria competência para conduzir o caso nem para decretar a prisão. O advogado Eugênio Malavasi informou que pretende acionar a Justiça comum para discutir a responsabilidade sobre o processo.
Inicialmente, o tenente-coronel alegou que a esposa teria tirado a própria vida após uma discussão. No entanto, essa versão perdeu força após a Polícia Civil passar a tratar o caso como morte suspeita. Laudos periciais apontaram indícios de que a policial foi vítima de homicídio.
Com base nas investigações, a Corregedoria da PM solicitou a prisão do oficial, que foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de feminicídio e fraude processual, sob suspeita de ter alterado a cena do crime.







