A saúde mental nunca foi tão debatida como hoje. Transtornos como ansiedade e depressão são considerados o “mal do século”, e um dos sintomas que isso pode causar é o isolamento, a chamada solidão: estado de espírito que pode afetar cada pessoa de maneira diferente. Arthur Danila, psiquiatra do Instituto IDOR, se aprofunda nos impactos que a solidão causa.
“Pessoas do seu lado para lhe dar suporte, você não se sente em insegurança. Isso acelera o ritmo biológico num sistema de adrenalina, como se você estivesse realmente se preparando para um ataque em uma guerra. O efeito da solidão se equipara ao consumo de 15 cigarros por dia. Intervenções que sejam promovidas pelo poder público, pelas iniciativas privadas ou por grandes grupos, grandes organizações, que permitam que atividades em grupo e em comunidade possam ser mais realizadas. Assim, a gente, com educação, com conhecimento, pode tomar decisões informadas e procurar ambientes sociais para realmente ter os benefícios da vida em sociedade”.
Entre os principais fatores estão o isolamento físico, mudanças de cidade ou ambiente, divórcio e a perda de pessoas importantes. A solidão também pode estar associada à depressão e à baixa autoestima, fazendo com que algumas pessoas se afastem do convívio social e tenham dificuldade para criar ou manter relacionamentos. Marilene Oliveira descreve como se sentia com a solidão. Ela destaca que venceu a depressão e hoje está feliz.
“Porque era o que eu sentia: muita tristeza, muita angústia, vontade de chorar, eu não tinha vontade de me arrumar, não tinha vontade de tomar banho. Era todo o tempo muita tristeza. E hoje estou aqui, eu venci a depressão e estou aqui para ser feliz e viver a vida”.
Mudanças conscientes na rotina podem ser fundamentais para combater a solidão. Atitudes como manter contato com familiares e amigos, fortalecer relacionamentos existentes, buscar novas conexões e conversar com alguém de confiança sobre os sentimentos são importantes nesse processo.







