Quem é Íris Helena, artista da mostra Constelações Contemporâneas

Íris Helena é uma das convidadas da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a partir de abril. Sua arte nasceu de uma pesquisa sobre paisagem urbana, memória, ruína e apagamento, e atravessa áreas da fotografia, colagem, instalação e vídeo.

Nascida em João Pessoa, na Paraíba, Íris mora atualmente em Brasília. Ao Metrópoles, ela conta que gosta de trabalhar com impressões, materiais incomuns e fragmentos da cidade, como post-its, papel higiênico, restos de obra, arquivos e objetos cotidianos.

“É uma forma de criar narrativas sobre o que permanece e o que é silenciado”, explica a artista visual.

Criação de Íris Helena
Criação de Íris Helena

Ao falar sobre sua relação com Brasília, ela comenta que a cidade “alimenta” seu olhar e imaginário. Para Íris, sua contribuição está em revelar um “quadradinho” que vai além da imagem monumental.

Eu me interesso pela cidade-patrimônio, mas também me interessa a cidade real, feita de camadas, disputas e rastros: aquilo que foi construído, mas também aquilo que foi esquecido. Tento abrir espaço para outras histórias e sensibilidades, trazendo para o centro o que normalmente fica nas bordas.

Íris Helena

Participação na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

Segundo Iris, fazer parte da mostra que reunirá cerca de 40 artistas no Teatro Nacional Claudio Santoro é uma honra. Animada, ela não vê a hora de colocar seu trabalho em “contato direto com a memória coletiva da cidade”.

“Fiquei muito feliz e honrada. Estou vivendo em Brasilia há exatos 13 anos e, ainda assim, não tem como não ficar emocionada por estar ao lado de artistas locais que me inspiram e que tanto admiro. O Teatro Nacional é como um templo simbólico, cultural e afetivo para Brasília, então participar de uma exposição ali tem um peso especial”, diz.

Íris Helena

⁠O que o público pode esperar

A artista conta ao portal que irá apresentar um recorte de um dos seus trabalhos mais recentes: A Primeira Pedra (2024–2026). Nele, Íris explora a ideia do Plano Piloto e da força do trabalho de quem a construiu.

“As pedras da obra, coletadas na Praça dos Três Poderes, se articulam a uma coreografia de mãos e braços de trabalhadores; aparecem como símbolo ambíguo: aquilo que constrói, mas também aquilo que pesa, marca e permanece”, relata.

Ela, então, acrescenta: “O público pode esperar uma experiência que convida olhar para Brasília a partir do chão, das camadas e dos vestígios que escapam às narrativas hegemônicas.”

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Criação de Íris Helena
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Arquivo Pessoal/Material cedido ao Metrópoles

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Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa é realizada pelo Metrópoles Arte, braço cultural do Grupo Metrópoles. O projeto tem como objetivo fortalecer a cena cultural, contribuindo para uma arte acessível a todos e apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permanece aberta ao público até 13 de março.

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, João Angelini, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De abril a junho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita 

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