O Brasil alcançou o maior patamar de produção de petróleo e gás natural da história, no balanço do ano passado. Os dados da Agência Nacional do Petróleo foram reunidos pela Empresa de Pesquisa Energética.
A produção média nacional chegou, em 2025, a quase 4,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Um volume 12,7% maior que o recorde anterior, de 2023.
Essa medida, “barril de óleo equivalente”, é uma forma de somar, em um único número, o petróleo líquido e volume de gás natural retirados dos poços.
No acumulado dos doze meses, o país extraiu quase 1,8 bilhão de barris, o que coloca o Brasil entre os nove maiores produtores de petróleo do mundo.
No ano passado, as jazidas do pré-sal foram responsáveis por quase 80% da produção, principalmente em cinco campos entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
A consequência é que, pelo segundo ano consecutivo, o petróleo bruto foi o item com maior faturamento entre as exportações brasileiras, superando soja e minério de ferro, e rendendo quase US$ 45 bilhões. O Brasil passou a responder por 4,6% de todo o comércio mundial de petróleo.
Essa produção arrecadou mais de R$ 62 bilhões para os cofres públicos, usados na saúde, educação e infraestrutura em estados e prefeituras.
Além do aumento da extração, houve diminuição de perdas. Mais de 97% do gás natural extraído foi reaproveitado ou reinjetado para manter a pressão dos campos.
O estudo também aponta uma mudança no mercado internacional: na última década e meia, empresas estatais de petróleo em todo o mundo passaram a ser as que mais investem no setor, enquanto multinacionais privadas investem menos na busca por novas reservas.
Apesar dos recordes, o relatório enfatizou que manter a segurança energética nacional exige investimento em estudos geológicos, leilões, para garantir a oferta no futuro.






