Planos De Saúde Passam A Cobrir Implante Contraceptivo Implanon

O implante contraceptivo hormonal Implanon passou a ser oferecido de forma obrigatória pelos planos de saúde a partir desta segunda-feira (1º). A medida vale para mulheres de 18 a 49 anos e amplia a lista de métodos de longa duração disponíveis, como o Dispositivo Intrauterino (DIU).

O Implanon é uma haste flexível inserida sob a pele do braço, em procedimento simples com anestesia local. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, derivado da progesterona, que bloqueia a ovulação e evita a gestação.

Com duração de até três anos, o dispositivo é considerado o método contraceptivo mais eficaz disponível no mercado, com taxa de falha de 0,05% — menor que a da vasectomia e do DIU hormonal. Apesar disso, não é indicado para mulheres com histórico de câncer de mama, doença hepática grave, sangramento vaginal sem diagnóstico ou alergia ao etonogestrel.

Entre os efeitos adversos possíveis estão dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação; em casos raros, pode haver infecção relacionada a falhas técnicas no procedimento.

Em caso de negativa de cobertura, a orientação é registrar reclamação na operadora e, se não houver solução, acionar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em julho, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do método ao Sistema Único de Saúde (SUS), com previsão de oferta na rede pública ainda este ano.