Duas universidades públicas brasileiras participam de pesquisa global na busca de tratamentos e da cura para hepatite B. Uma doença silenciosa que ataca o fígado de 240 milhões de pessoas, de forma crônica, e pode levar à cirrose, câncer hepático e, até mesmo, morte.
Participam dessa pesquisa a USP – Universidade de São Paulo; e o Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo. O consórcio de pesquisadores, criado em 2023, é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, junto instituições da Índia, Senegal e Uganda.
O grupo observa o comportamento do vírus causador da Hepatite B, e a resposta imunológica, de 600 pacientes. Alguns apenas com hepatite B, e outros também com HIV, por cerca de quatro anos e meio. No Brasil, serão 150 pacientes a partir deste ano até 2030.
O estudo internacional quer responder: o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada pessoa? Quais características genéticas relacionadas à evolução da doença? E quais partes do vírus ajudariam na cura ou no tratamento? O que for achado pode ajudar a desenvolver princípios ativos para medicamentos e imunomoduladores.
A Hepatite B é transmitida sexualmente e por contato com o sangue. O vírus é 100 vezes mais contagioso que o HIV. Por enquanto, a principal forma de prevenção é a vacina.
Segundo a professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Tânia Reuter, o primeiro objetivo da pesquisa internacional é eliminar a Hepatite B como problema de saúde pública. Somente no Brasil, 276 mil casos foram confirmados em mais de duas décadas.







