É comum surgir a dúvida sobre o que priorizar quando o assunto é treino: perder gordura ou ganhar massa muscular? Ambas as estratégias auxiliam no processo de emagrecimento, porém, será que quem está acima do peso precisa, necessariamente, focar em emagrecer primeiro?
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De acordo com o personal trainer Caio Signoretti, o emagrecimento e o ganho de músculos são processos que acontecem juntos. Por isso, é mito afirmar que há uma necessidade de primeiro perder peso para depois ganhar massa muscular.
“O emagrecimento verdadeiro acontece quando você perde gordura e preserva — ou até aumenta — a massa muscular. Já o emagrecimento falso ocorre quando a pessoa perde peso, mas também massa magra, o que compromete a saúde e prejudica os resultados a longo prazo”, explica o expert ao Metrópoles.
Caio Signoretti ainda enfatiza a diferença entre “perder 2 kg de gordura com acompanhamento profissional” e “subir na balança e ver 5 kg a menos sem entender o que foi perdido”.
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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor
Mike Harrington/ Getty Images
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
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De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
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Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
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Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
skaman306/ Getty Images
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
Tom Werner/ Getty Images
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida
Thomas Barwick/ Getty Images
Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor
Justin Paget/ Getty Images
“Não podemos nos guiar apenas pelos números na balança. A musculação é essencial nesse processo porque promove o ganho de massa magra e a perda de gordura de forma equilibrada”, completa Signoretti.
Musculação x gasto calórico
Segundo o personal trainer Caio Signoretti, ganhar massa muscular ajuda o corpo a gastar mais calorias mesmo em repouso. Em outras palavras, a prática auxilia na melhora da qualidade do metabolismo.
“Tudo isso está diretamente ligado a uma alimentação adequada e também à suplementação, com substâncias como a creatina – que hoje é um coringa para os bons resultados”, diz ao portal.
A dica do profissional é investir na musculação para fortalecer a base do corpo e evitar focar apenas no “ponto fraco”.
“Existem muitos mitos sobre exercícios. É menos sobre os exercícios escolhidos e, principalmente, sobre a forma como eles são executados. Sempre destaco que blindar as articulações é essencial, aumentando a massa muscular para protegê-las”, finaliza Caio Signoretti.







