O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a convocação de novas eleições gerais. A medida já publicada significa a dissolução formal do Parlamento.
Antes do anúncio, Pedro Sánchez realizou uma reunião com o Conselho de Ministros para formalizar o decreto. A decisão de convocar eleições, para dia 29 de novembro, antes do prazo é para renovar e ampliar o apoio popular nas urnas, já que o governo precisa de maioria parlamentar para superar o bloqueio político no Congresso e dar continuidade às reformas sociais e econômicas.
Na última sexta-feira, o Parlamento rejeitou as propostas para enfrentar a crise habitacional que gerou protestos em todo o país. Segundo a agência Reuters, a eleição antecipada é uma aposta de alto risco na tentativa de capitalizar com a onda de indignação sobre preços inacessíveis de moradias na Espanha.
Segundo Sánchez, a atual coalizão progressista enfrenta tensões parlamentares e emergências globais. Ele reconheceu que há desafios no combate à desigualdade e no acesso à moradia que exigem uma nova consulta à população. O principal partido de Oposição, o Partido Popular, comemorou a convocação de eleições antecipadas.
Após o anúncio, o índice das principais empresas espanholas se manteve estável, assim como os títulos da dívida pública.







