A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Forja Clandestina para desarticular uma organização criminosa envolvida na fabricação ilegal de armas de fogo. As investigações indicam que o grupo produzia armamentos de forma artesanal para abastecer uma facção com atuação em Salvador e em municípios do interior do estado.
Até o momento, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão. Dois investigados foram presos no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, entre eles o principal alvo da operação, um homem de 35 anos apontado como responsável pelo local onde funcionava o esquema.
No mesmo endereço, uma mulher de 31 anos também foi presa, e ambos foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
Os policiais também apreenderam uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal e dois tabletes de maconha. As apurações apontam que os suspeitos adquiriam com frequência réplicas de armas de airsoft, insumos balísticos e peças metálicas, compradas em grande escala por plataformas digitais, para conversão em armas de fogo.
Segundo o diretor do DEIC, Thomas Galdino, os investigados possuíam conhecimento técnico para a produção artesanal de armamentos, o que foi confirmado pela existência de serralherias em nome de dois dos alvos e pela apreensão de ferramentas usadas na usinagem e montagem de sistemas de disparo.
A operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), e as investigações continuam para localizar um suspeito que permanece foragido.







