Por Guilherme Rios*
O patrimônio religioso e histórico de Salvador enfrenta um cenário de alerta. Doze igrejas estão interditadas por problemas estruturais na capital baiana, segundo informações da Defesa Civil de Salvador (Codesal) solicitadas pelo Taktá. A lista reúne templos como as igrejas de Nossa Senhora da Boa Viagem, da Sagrada Família, de Santa Clara do Desterro, do Senhor Bom Jesus dos 15 Mistérios, do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, de Nossa Senhora da Ajuda e de Nossa Senhora da Conceição da Lapa.
Também estão entre os imóveis interditados as igrejas de São Francisco, São Miguel e do Senhor Bom Jesus dos Perdões, além do Mosteiro de São Bento e da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. O levantamento chama atenção para a situação de edificações que fazem parte da história e da identidade cultural de Salvador.
No caso da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta quarta-feira (19) uma decisão da Justiça Federal que determinou medidas urgentes para preservar o imóvel, localizado no Centro Histórico. A igreja está interditada desde fevereiro de 2025 e teve o risco classificado como “muito alto” pela Codesal. Em outubro do mesmo ano, parte do forro da nave desabou. O imóvel também apresenta infestação de cupins e deterioração de estruturas de madeira.
A Justiça determinou na segunda-feira (17), que a Ordem Terceira do Carmo, proprietária do imóvel, remova e catalogue os escombros em até 30 dias, realize uma vistoria técnica em 60 dias e apresente ao Iphan um plano emergencial de intervenção em até 90 dias. Após a aprovação, a entidade terá seis meses para executar as obras.
Outro templo incluído na lista é a Igreja de São Miguel, no Pelourinho, tombada pelo Iphan desde 1938. O imóvel apresenta desabamento parcial do telhado, madeiras deterioradas, infestação de cupins, infiltrações, instalações elétricas precárias e buracos na cobertura. Diante da situação, o MPF também ajuizou uma ação civil pública para garantir a preservação da igreja e a realização de obras emergenciais.
*com supervisão do jornalista Thiago Conceição.







