De acordo com um levantamento realizado pela iniciativa global Capture the Fracture, desenvolvida pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), anualmente ocorrem em torno de 400 mil fraturas por fragilidade dos ossos no Brasil. No relatório divulgado em 2024, há a estimativa de que o número desses acidentes aumente em 60% até 2030 no país.
Evitar fraturas envolve fortalecer os ossos e ‘construir” músculos, órgãos responsáveis pela proteção da estrutura de sustentação do corpo. À coluna, o ortopedista Luiz Felipe Carvalho explica que, a partir dos 50 anos, dois processos começam a agir silenciosamente no corpo: a sarcopenia, que é a perda de massa e da capacidade muscular; e a dinapenia, a redução de força resultante do avanço da idade.
Diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), o médico salienta que o exercício com maior potencial de “ajudar a envelhecer com força, e não com medo” é a musculação. “O músculo precisa de estímulo. Sem isso, ele simplesmente vai embora”, enfatiza. Segundo o especialista, essa atividade não é só a melhor opção, mas “indispensável para quem quer envelhecer com autonomia.”
O ortopedista salienta: “Nunca esqueça que a saúde dos ossos está diretamente ligada à dos músculos que também depende do metabolismo como um todo“. Ele afirma que o fortalecimento ósseo requer movimento, o que também é obtido por meio da musculação. “A ausência de impacto e carga reduz o estímulo para a formação óssea, acelerando a perda de densidade”, esclarece.

Luiz Felipe pontua que “não é só recorrer a qualquer movimento dentro da musculação”. “Algumas práticas fazem mais pelo corpo inteiro do que outros”. Ele define o agachamento como o mais poderoso. “As pernas são verdadeiras fábricas de miocinas, substâncias que ajudam a controlar inflamações, melhorar o metabolismo e proteger outros órgãos”, destaca o médico.
O especialista comenta que pernas fortes são sinônimo de “mais equilíbrio, menos quedas e mais independência”. A remada integra o rol dos movimentos mencionados pelo ortopedista para deixar os músculos mais fortes e contribuir com a saúde óssea. “Uma musculatura dorsal bem trabalhada protege a coluna e reduz dores que acabam se tornando crônicas com a idade”, garante.
Conforme Luiz Felipe, recomenda-se também o levantamento terra: “É um movimento extremamente funcional. Trabalha praticamente o corpo inteiro e prepara a pessoa para as exigências da vida real, não só da academia“. O médico frisa ser necessário o acompanhamento de um profissional de educação física durante essas práticas. “A execução correta é o que garante benefício, e não problema”, endossa.

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