Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (11) resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar um esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia. A ação, chamada de Operação Peptídeos, cumpriu mandados de busca e prisão em cidades como Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, além de diligências no estado de São Paulo.
Ao todo, foram expedidos 57 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão. Na capital baiana, os alvos incluíram uma loja em um empresarial no bairro Caminho das Árvores, uma farmácia em Ondina e uma clínica instalada em um hospital da mesma região.
Um dentista, apontado como principal investigado, foi localizado em um apartamento na região da Ladeira da Barra. No imóvel, os policiais encontraram diversas canetas usadas para emagrecimento e outras substâncias consideradas irregulares. O suspeito e a esposa foram levados à delegacia.
De acordo com o diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Thomas Galdino, o material apreendido indica que o grupo mantinha um esquema estruturado de produção e distribuição desses produtos.
As investigações também apontam que o suspeito teria uma farmácia e uma clínica e usaria receitas médicas da própria esposa para conseguir substâncias manipuladas em São Paulo. Parte do material também seria importada dos Estados Unidos e da Itália, segundo o delegado Thiago Costa, titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
Durante a operação, equipes policiais fizeram buscas em sete clínicas de estética, dois hospitais, farmácias e uma clínica odontológica. Uma biomédica acabou presa em flagrante.
Em Feira de Santana, duas mulheres também foram detidas e encaminhadas ao Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, onde prestaram depoimento. A polícia tenta identificar agora os fornecedores e outros possíveis integrantes do esquema.
Segundo as investigações, a organização vendia substâncias indicadas para o tratamento de Diabetes tipo 2, mas que vinham sendo divulgadas nas redes sociais como produtos para emagrecimento, muitas vezes sem prescrição médica e fora das normas sanitárias.
A polícia também identificou indícios de armazenamento e transporte dos produtos sem controle sanitário adequado, além da venda direta por redes sociais e aplicativos de mensagens.
A operação mobilizou mais de 200 agentes da Polícia Civil da Bahia, com apoio do Departamento de Polícia Técnica, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia, da Vigilância Sanitária municipal e da Polícia Militar da Bahia.






