Macarrão, salada de batata e sanduíche são alguns dos pratos mais comuns feitos com atum enlatado. Embora possa fazer parte da alimentação sem problemas, esse ingrediente proteico e barato deve ser consumido com moderação. O segredo, segundo a nutricionista Leticia Gasparetto, é quantidade e qualidade.
“O atum é uma fonte prática de proteína e pode ajudar bastante na rotina, mas o uso frequente precisa de atenção porque alguns tipos têm mais mercúrio e muito sódio, principalmente as versões em óleo”, afirma a profissional ao Metrópoles.
Isso, entretanto, não significa que o alimento faça mal. Apenas que não deve ser consumido todos os dias.
“A recomendação mais segura é consumir de duas a três vezes na semana (adultos saudáveis). Para mulheres que têm endometriose ou estão tentando engravidar, o ideal é reduzir um pouco essa frequência, comendo uma vez por semana ou intercalando com outras fontes de proteína”, sugere Leticia.
Como escolher o atum enlatado
De acordo com a nutricionista, as versões em água costumam ser as melhores escolhas porque têm menos gordura e menos risco de aumentar a inflamação. Antes de comprar, vale observar o rótulo e escolher marcas com menos sódio, já que algumas adicionam muito sal.
Outra dica é preferir o atum ralado, que costuma ter menor teor de mercúrio do que o sólido em pedaços. Porém, quando vier em óleo, basta escorrer bem que ajuda bastante.
“No geral, o atum não precisa ser evitado, só usado com equilíbrio. Ele é prático, acessível e útil para o dia a dia, mas funciona melhor quando faz parte de uma alimentação variada, com outras opções de peixes, ovos, frango e carnes magras”, esclarece Leticia Gasparetto.
Para pacientes com endometriose, uma ótima alternativa, segundo a profissional, é a sardinha, que tem bem menos mercúrio e mais ômega 3.



















