Uma mulher que cresceu na Noruega, país que está constantemente no topo do Relatório Mundial da Felicidade, revelou como é viver em um dos lugares mais felizes do mundo. Apesar dos esteriótipos, Fiori Mekonnen, de 41 anos, disse que vê uma desconexão entre felicidade e conforto.
“Sempre que estou no exterior e menciono que sou da Noruega me deparo com comentários de que somos ‘o povo mais feliz’. Isso me fez refletir sobre a desconexão entre essa percepção e o que eu realmente vivenciei crescendo lá”, revelou Mekonnen à Newsweek.
Segundo a norueguesa, o “brilhantismo” dos sistemas noruegueses, como a rede de segurança, a confiança, a assistência médica e a igualdade são irrefutáveis. No entanto, ela tem observado uma sociedade que busca aperfeiçoar suas condições materiais enquanto algo mais acontece silenciosamente.
“Sim, eu vi felicidade. Mas também vi solidão e uma restrição emocional tão normalizada que se tornou invisível”, disse Fiori.

Mekonnen ainda acrescentou que a norma cultural de “não se achar especial” vai além da humildade. Por lá, alegria, tristeza, excitação e vulnerabilidade são mantidas sob rigoroso controle.
Além disso, estranhos raramente conversam, a menos que o álcool ou atividades ao ar livre quebrem o gelo, e os locais de trabalho muitas vezes parecem emocionalmente distantes. O resultado disso? “Uma sociedade calma, educada, mas emocionalmente distante”.
O relato de Mekonnen traz a reflexão sobre o quanto o índice de felicidade, que é medido avaliando questões de qualidade de vida de um país, realmente interfere na alegria e na felicidade pessoal dos cidadãos.
O Relatório Mundial da Felicidade de 2025 apontou a Noruega em sétimo lugar (7,262) na lista de países mais felizes do mundo. A Finlândia ficou em primeiro lugar, com uma pontuação média de 7,736, seguida pela Dinamarca, com 7,521.







