Mais conhecida por seu uso tradicional em chás para tosse e gripe, a tanchagem pode ir muito além da xícara quente. De acordo com a nutricionista Rejane Souza, do grupo Mantevida, a planta possui múltiplas aplicações terapêuticas e pode ser incorporada à alimentação de maneira prática e funcional.
Como usar a tanchagem
- Compressas com folhas frescas: para tratar feridas, queimaduras leves, inflamações de pele e picadas de inseto.
- Suco (sumo) da folha: alivia tosse, infecções urinárias, inflamações internas e problemas respiratórios.
- Pomada ou unguento: usada em casos de hemorróidas, candidíase e feridas íntimas ou externas.
- Inalação ou infusão quente: eficaz contra congestão nasal, bronquite e sinusite.
- Aimentação: suco verde com ação detox e anti-inflamatória; folhas frescas em saladas, sopas ou caldos; panquecas verdes; omeletes para reforçar a imunidade.
Vale ressaltar que o uso contínuo, segundo a nutricionista Rejane Souza, deve ser evitado sem orientação profissional para não sobrecarregar o fígado e os rins.

Benefícios da tanchagem
Em entrevista ao Metrópoles, Rejane afirma que as compressas feitas com as folhas frescas de tanchagem são excelentes para tratar feridas, picadas de inseto, inflamações de pele e até queimaduras leves. Já o suco da planta atua de forma interna, aliviando tosses persistentes e infecções.
A tanchagem também possui propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, expectorantes, cicatrizantes e diuréticas. No uso culinário, a nutricionista recomenda criatividade. Desde o suco verde matinal até receitas como omeletes e panquecas, a planta pode ser uma aliada natural para o controle glicêmico, imunidade e digestão suave.
Para potencializar os efeitos e promover mais diversidade na dieta, a expert sugere combinar a tanchagem com outras Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) ou ervas alimentícias. Assim, é possível aproveitar o melhor da natureza com equilíbrio e segurança.
Por fim, ela reforça a importância da orientação profissional e do uso rotativo da planta, sem excessos. “Cada organismo tem uma resposta diferente. Avaliar histórico clínico e evitar exageros é fundamental”, ressalta Rejane Souza.







