O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estabeleceu nesta sexta-feira (10) um prazo de 24 horas para que os advogados de Filipe Martins e do coronel da reserva Marcelo Câmara, ambos ex-assessores da Presidência, apresentem suas alegações finais no processo que apura a trama golpista.
O processo integra o inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado envolvendo ex-assessores do governo Bolsonaro, sob acompanhamento direto do STF. Caso os documentos não sejam protocolados até o início da tarde de sábado (11), Moraes determinou a destituição dos defensores, com substituição pela Defensoria Pública da União (DPU).
O imbróglio começou na quinta-feira (9), quando o ministro identificou atraso na entrega das alegações finais. Os advogados de Martins e Câmara alegaram necessidade de mais tempo, citando inclusão de novos elementos pela Procuradoria-Geral da República. Mas Moraes considerou a medida manobra protelatória.
O defensor de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, classificou a decisão como arbitrária e ilegal.
Em petição manuscrita, Martins também se manifestou, afirmando que a destituição sem prévio contraditório viola seu direito de escolher livremente seu advogado, garantia essencial em um regime democrático.







