A Justiça da Itália decidiu manter presa a deputada Carla Zambelli (PL-SP), informou nesta terça-feira (19) a Advocacia-Geral da União (AGU) Em audiência realizada no último dia 13, o Tribunal de Apelações de Roma rejeitou o pedido da defesa para que a parlamentar fosse transferida para prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento do processo de extradição solicitado pelo Brasil.
Zambelli foi detida em julho, em Roma, ao tentar escapar do cumprimento de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenada a 10 anos de prisão pelo ataque ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, ela também foi sentenciada a pagar R$ 2 milhões em danos coletivos.
Segundo as investigações, a deputada foi a mentora da invasão cibernética que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, também condenado, que afirmou ter agido a mando da parlamentar.
O pedido de extradição foi formalizado em 11 de junho por Moraes e encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano. Enquanto aguarda a decisão definitiva, Zambelli segue custodiada na Itália.
Além deste processo, a deputada responde a outra ação, na qual a maioria dos ministros do STF já votou por sua condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo.
No âmbito político, Zambelli está afastada da Câmara dos Deputados desde junho, quando obteve licença não remunerada de 127 dias. Caso não retorne após o prazo, poderá ter o mandato cassado por faltas. Ela também é alvo de um processo de cassação em andamento na Casa, que ainda precisa decidir sobre a perda do mandato em razão da condenação no Supremo.







