O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu críticas recentes à sua gestão e falou abertamente sobre a relação com o Partido Progressistas (PP) e os desafios enfrentados na educação infantil no estado, que é de domínio municipal. Durante entrevista, na manhã desta segunda-feira (14), o governador negou qualquer tensão com o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira. E também comentou em como isso pode impactar na base do governo que tem deputados do PP.
“Com relação com o PP, não tem, não tem arranhões. É natural que a gente, na sua variedade política, faça as defesas correlatas, entendia a palavra do deputado, do senador, como uma agressão ao povo baiano, ele trouxe dois governadores, a mim a Rui Costa, tratando de que nós não gostamos de trabalho, isso é uma afronta ao povo baiano, que não gosta de trabalho”, disse Jerônimo.
Em resposta às insinuações, ele alfinetou afirmando que “uma coisa é correta, eu nunca viajei com avião pago pelo governo federal pra ir passear, ou fazer atividades que não sejam no meu trabalho, tenho trabalhado de noite, para que o povo da Bahia tenha atenção devida, então é a gente poder olhar pra frente e poder conduzir as políticas de forma muito responsável”.
Ao ser questionado sobre o desempenho da Bahia na alfabetização infantil — o pior do país, segundo levantamento recente do Ministério da Educação —, o governador demonstrou preocupação, mas reforçou que a responsabilidade direta é dos municípios. “Fiquei sentido, nós estamos fazendo esforços, eu sou um governador, como fui secretário, não só da rede estadual, o resultado que saiu aí foi de alfabetização, é de responsabilidade dos municípios, tenho ajudado, tenho ajudado na construção de creches, de escola de fundamental 1, fundamental 2”, afirmou.
Jerônimo também destacou que o governo estadual tem atuado de forma colaborativa, oferecendo formação a professores da rede municipal. O governador apontou que os municípios mais populosos, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, puxam os indicadores para baixo. “Eu não posso torcer contra a educação baiana, mas se vocês observarem, olhem lá o comportamento da educação fundamental em Salvador, em Conquista, Feira de Santana, são os municípios que puxam pra baixo, pela quantidade de estudantes que tem”, e cobrou “Salvador tem que ter creche, um município que não tem creche, não melhora o fundamental 1, o fundamental 2”.
O governador Jerônimo ainda alertou para o efeito em cadeia do abandono da educação infantil: “Sabe onde isso pode cair? Vai cair na educação, vence no médio, então é uma cadeia”. E concluiu prometendo continuar os esforços em parceria com o governo federal e a sociedade para melhorar o desempenho da educação no estado.
Com informações da repórter Gabriela Encinas.







