A inflação na Região Metropolitana de Salvador registrou alta de 0,15% em junho, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a terceira desaceleração consecutiva do indicador. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a inflação chega a 3,73%, enquanto, nos últimos 12 meses encerrados em junho, o índice ficou em 4,53%, abaixo dos 4,67% registrados em maio.
Os principais responsáveis por pressionar a inflação no mês foram os itens ligados ao setor de transportes. O aluguel de veículos teve a maior alta, com 17,23%, seguido pelas passagens aéreas (12,29%) e pela gasolina (1,96%). De acordo com o IBGE, o aumento desses preços está relacionado aos impactos do cenário internacional sobre o mercado de petróleo, embora a Bahia tenha registrado redução no preço do querosene de aviação e da gasolina ao longo de junho.
Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas, que possui o maior peso no cálculo do IPCA, apresentou queda média de 0,58%, exercendo a principal influência para conter a inflação no mês. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão o café moído (-4,80%), tomate (-8,69%), cebola (-12,26%) e banana-prata (-10,08%). Apesar disso, alguns alimentos registraram alta, como o feijão-carioca (6,70%), a cenoura (6,60%) e a batata-inglesa (4,79%).
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve a segunda maior alta do mês, com avanço de 0,52%, impulsionado principalmente pelo aumento dos medicamentos (1,05%), especialmente os destinados ao tratamento de hipertensão e colesterol, além do reajuste dos planos de saúde. Já as despesas com Habitação apresentaram queda de 0,13%, influenciadas pela redução de 0,69% no preço da energia elétrica.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o grupo Educação lidera a inflação, com alta de 5,68%, seguido por Transportes (4,79%) e Alimentação (4,61%). Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Vestuário apresentou deflação no período, com recuo de 0,28%, refletindo um comportamento mais moderado dos preços na Região Metropolitana de Salvador ao longo dos primeiros seis meses do ano.







