A projeção de inflação para este ano subiu de 4,5% para 5,1%, valor que ultrapassa o teto da meta, fixado pelo Conselho Monetário Nacional em 4,5%. A revisão está no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Segundo a pasta, os alimentos seguem como o principal vetor de pressão sobre os preços neste ano, mesmo com a desaceleração do IPCA em junho. A equipe econômica avalia que ainda é cedo para considerar os preços estabilizados, já que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã é frágil. A quebra do acordo, em 8 de julho, veio depois do fechamento do relatório e não entrou nas contas do governo.
A secretária de Política Econômica, Débora Freire, apresentou a revisão em coletiva e detalhou o cenário externo.
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Segundo Débora Freire, o impacto da crise do petróleo sobre inflação e crescimento tem sido desigual entre os países, a depender da matriz energética de cada um: nos Estados Unidos, o encarecimento dos combustíveis pressiona os preços e mantém o Banco Central americano cauteloso; na zona do euro, a dependência de gás torna os efeitos ainda mais fortes sobre inflação e renda; e, na China, o controle de estoques e preços tem desorganizado cadeias produtivas, pressionando a inflação ao produtor.
A secretária também comentou os efeitos da retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã sobre o mercado de petróleo. Ela explicou que o cessar-fogo havia ajudado a reduzir a incerteza e a derrubar as cotações em junho, mas que o rompimento do acordo trouxe de volta a volatilidade.
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Também pesam na revisão a possibilidade do fenômeno meteorológico El Niño mais intenso, que deve afetar a produção de alimentos ainda neste ano. A projeção de crescimento da economia para 2026 foi mantido em 2,3%, repetindo o resultado de 2025. Para o próximo ano, a Fazenda reduziu a estimativa, de 2,6% para 2,5%, refletindo um ciclo mais lento de corte de juros.







