De acordo com o Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) com base em uma pesquisa do Datafolha, em torno de 56% da população brasileira não fez nem faz exames diagnósticos para a avaliação da saúde hepática. A instituição define esse dado como “preocupante”, uma vez que doenças relacionadas à glândula do sistema digestório são silenciosas. Dados publicados pela revista científica The Lancet apontaram o câncer de fígado como o sexto tipo mais comum em todo o mundo.
Em entrevista anterior à coluna Claudia Meireles, a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), mencionou o que mais tende a provocar o colapso do fígado, sendo a cirrose, as doenças hepáticas agudas e a toxicidade medicamentosa. A gastroenterologista enfatizou que essas condições podem levar à falência do órgão.
Em nova conversa, a médica explica o que deve ser feito para impedir o adoecimento da glândula responsável por mais de 500 funções. “O colapso do fígado, também chamado de insuficiência hepática, pode ser evitado na maioria dos casos com medidas de prevenção e diagnóstico precoce“, afirma. A especialista recomenda: “O principal é proteger esse órgão ao longo da vida.”
Segundo Natália, proteger o órgão engloba evitar o consumo de excessivo de álcool, manter o peso adequado para prevenir a gordura no fígado e controlar doenças como diabetes e colesterol alto. A gastroenterologista instrui “nunca usar medicamentos ou suplementos sem orientação médica, já que várias fórmulas podem ser tóxicas” para a saúde hepática.

Com relação à “blindagem” do fígado, a especialista salienta ser importante a vacinação contra as hepatites A e B, o uso de preservativos e o não compartilhamento de objetos cortantes. “O acompanhamento regular de pessoas com doenças hepáticas conhecidas são fundamentais”, acrescenta a médica.
A hepatologista reitera que “o fígado costuma adoecer de forma silenciosa”, o que requer exames de rotina e atenção a determinados sinais, como cansaço persistente, icterícia e inchaço abdominal. “Esse cuidado faz toda a diferença para evitar a progressão até falência hepática”, argumenta Natália Trevizoli.

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