Governo Expulsa Espião Russo Preso No Brasil E Proíbe Retorno Por 30 Anos

O governo federal determinou a expulsão do cidadão russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, preso no Brasil desde o fim de 2022 por utilizar uma identidade brasileira falsa. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e prevê a retirada compulsória do estrangeiro do país, além da proibição de seu retorno ao território nacional pelo prazo de 30 anos.

Segundo a decisão do Ministério da Justiça, a expulsão será executada após o cumprimento da pena de 15 anos de prisão imposta a Cherkasov, atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília. A medida poderá ser antecipada apenas com autorização do Poder Judiciário.

De acordo com as investigações, o russo foi preso em 2022 após tentar utilizar documentos falsos em nome de Victor Muller. O parecer que determinou sua expulsão foi assinado pela coordenadora de Processos Migratórios do Ministério da Justiça, Alessandra Teixeira de Araújo, com base na Lei de Imigração (Lei nº 13.445/2017).

As apurações da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal também revelaram a existência de uma ampla rede de espionagem russa que utilizava o Brasil como base logística para expandir operações por países da América Latina. Segundo a PF, o esquema funcionou por pelo menos 12 anos.

A investigação identificou dez suspeitos de integrar a estrutura clandestina. Desses, nove deixaram o Brasil após a descoberta do esquema, enquanto Cherkasov é o único que permanece preso no país.

Ainda conforme a Polícia Federal, os agentes utilizavam diferentes disfarces para sustentar suas identidades falsas e evitar suspeitas. Entre os investigados havia um suposto empresário do ramo de joias em Brasília, um estudante que vivia em São Paulo e frequentava festas de forró e uma mulher que atuava como modelo.