O União Brasil decidiu por expulsar o ministro do Turismo, Celso Sabino, após o político manter sua posição no governo do presidente Lula (PT), contrariando uma determinação da cúpula partidária. A medida foi aprovada em votação secreta pela executiva nacional da sigla, que registrou 24 votos a favor da remoção e anunciada nesta segunda-feira (8).
A direção nacional do União Brasil considerou que Sabino comete infidelidade partidária ao descumprir a orientação divulgada em setembro, que exigia que todos os filiados deixassem os cargos no governo federal. O partido já havia alertado que a desobediência seria tratada como infração disciplinar.
Sabino, porém, afirmou que não aceitou o que descreveu como pressão interna. Ele declarou que sai do partido com “a cabeça erguida”, alegando não ter cometido irregularidades e ressaltando que não abriria mão do cargo às vésperas da COP30, que ocorreu de 10 de novembro até dia 21 de novembro.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Sabino afirmou que a decisão ocorreu porque ele opta por permanecer no Ministério do Turismo, onde, segundo ele, segue trabalhando pelo país e pelo estado do Pará. O ministro classificou o movimento do partido como uma reação à sua escolha de continuar no governo federal.
Participando virtualmente da reunião que oficializou sua expulsão, Sabino reforçou, após o anúncio, que sua permanência no governo Lula representa, em sua avaliação, alinhamento ao que considera o projeto mais adequado para o país.







