Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), o arroz é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo. Inclusive, o Brasil ocupa uma posição no Top 10 do ranking dos países fora da Ásia que mais comem o cereal da família das gramíneas. Com espaço garantido no prato da maioria dos brasileiros, a opção pode aumentar a glicose, isto é, o açúcar no sangue.
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a médica Renata Midori Hirosawa explica sobre o cereal ser um carboidrato e, por isso, tende a aumentar a glicose. O mesmo é reiterado pelo pós-doutor pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), o patologista Carlos Alberto Aita.
O médico pontua que o cereal é rico em amido e carboidratos, que se transformam em glicose ao final da digestão e, por esse motivo, eleva o teor glicêmico no organismo. Por sua vez, a especialista endossa ser necessário considerar “a quantidade e o tipo de arroz” que será consumido.
“O arroz integral tem uma quantidade maior de fibras. Com isso, acaba não aumentando tanto a taxa de glicose, mas, atenção: em grandes quantidades, o alimento pode sim elevar esse índice”, esclarece a endocrinologista.
De acordo com Renata, o arroz é uma fonte de carboidratos e pode ser consumido, desde que com moderação. “É importante tentar controlar um pouco mais no caso de pacientes que tenham algum distúrbio do metabolismo da glicose, indivíduos com resistência a insulina, pré-diabéticos e diabéticos”, menciona. Nessas situações, a médica orienta o consumo consciente do alimento.

Assim como a endocrinologista, Carlos Alberto salienta a respeito de pessoas com diabetes, resistência à insulina ou dificuldade de controle glicêmico ingerir quantidades “controladas” do cereal. “Pacientes dessas condições podem ingerir arroz, mas preferencialmente quantidades moderadas, para evitar grandes elevações no nível glicêmico”, ressalta.
“É importante que [indivíduos com essas condições] estejam em tratamento, usando as medicações prescritas pelo médico, e que realizem algum tipo de atividade física, que faz o organismo, a musculatura, consumir o excesso de glicose no sangue e reduzir a resistência à ação da insulina“, conclui o patologista.

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