O uso de rapadura como substituto dos géis de carboidrato durante treinos e provas de corrida tem ganhado espaço entre atletas de diferentes níveis. Afinal, será que é realmente uma opção segura e eficaz?
Para o atleta de alto rendimento Flávio Guimarães, a resposta é sim. Segundo ele, a rapadura pode ser consumida antes, durante e depois da atividade física. Rica em carboidratos de rápida absorção, ela ajuda a manter os níveis de energia durante os treinos. Flávio destaca que o único risco está relacionado a restrições específicas à cana-de-açúcar, mas reforça que, de modo geral, trata-se de um alimento saudável.
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A quantidade ideal, segundo o atleta, varia de pessoa para pessoa. “Minha sugestão seria entre 60 a 80 gramas de carboidratos por hora, o equivalente a três ou quatro géis. No entanto, isso é relativo e o ideal é ter uma orientação personalizada de um nutricionista”, afirma.
Ponto de vista nutricional
O nutricionista Guilherme Lopes, da clínica Mantevida, concorda com o potencial energético da rapadura. Ele explica que o alimento, composto basicamente por glicose e sacarose, fornece energia de forma rápida e natural. “O efeito é semelhante ao dos géis industriais. Funciona como um boost de carboidrato durante a corrida”, diz.
No entanto, Guilherme alerta para alguns pontos de atenção. O formato sólido pode dificultar o consumo durante o exercício, principalmente em ritmo mais intenso, além de provocar desconforto gastrointestinal se o atleta não estiver habituado. Outro risco é o consumo excessivo, que pode causar picos de glicose seguidos de quedas bruscas, conhecidas como hipoglicemia rebote.
Quanto à quantidade segura, ele orienta que, em provas acima de 1h30, o ideal é consumir entre 30 a 60 g de carboidratos por hora. “Um pedacinho de rapadura com cerca de 15 g fornece aproximadamente 12 g de carboidrato. Dá para adaptar, mas é essencial testar antes nos treinos”, recomenda.
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Atenção no consumo
Apesar dos benefícios, o nutricionista ressalta que o uso da rapadura não é indicado para todos os atletas. Em condições de calor intenso, por exemplo, o alimento pode agravar a desidratação, por exigir mais água e saliva para digestão. Além disso, pessoas com sensibilidade ao açúcar ou histórico de hipoglicemia devem ter atenção redobrada.
A recomendação final de ambos os especialistas é clara: a rapadura pode ser uma alternativa viável e natural aos géis tradicionais, desde que usada com critério e orientação profissional.







