O deputado federal Dal (União Brasil) foi um dos alvos da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB). A ação tem como objetivo desarticular uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, agentes da PF abordaram o parlamentar no Aeroporto de Salvador, onde apreenderam seu telefone celular. As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e também ocorreram nas cidades de Amargosa (BA) e Brasília (DF). No total, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar diversa da prisão e do bloqueio de valores suspeitos de origem ilícita.
Em nota divulgada por sua assessoria, Dal (Adalberto Rosa Barreto) afirmou não ter tido acesso ao inquérito policial, apenas ao mandado de busca e apreensão, e declarou não ter conhecimento sobre os fatos investigados. O deputado disse estar “à inteira disposição da Polícia Federal para colaborar com as investigações e prestar os devidos esclarecimentos”, ressaltando que sempre atuou com transparência e respeito às instituições.
“Tenho certeza da conduta proba, republicana e dentro da legalidade com que sempre tratei os recursos públicos, e logo a minha completa inocência será amplamente demonstrada”, afirmou o parlamentar, que também reafirmou seu compromisso com o povo baiano, com a verdade e com a legalidade, expressando confiança na condução isenta e técnica das investigações.
A Operação Overclean foi iniciada em 2020 e tem como foco o desvio de recursos públicos em contratos de limpeza urbana e coleta de lixo firmados por prefeituras baianas. As fases anteriores da investigação já haviam identificado empresas de fachada, servidores públicos e agentes políticos suspeitos de envolvimento em um esquema que movimentou milhões de reais. A ação desta terça-feira dá continuidade ao rastreamento do dinheiro supostamente desviado e à identificação de beneficiários do esquema.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.







