O Natal está chegando! Essa é uma época em que a busca por árvores e enfeites típicos da temporada aumenta. A boa notícia é que, além das opções tradicionais, existe uma planta em especial que vem chamando atenção: a tuia holandesa vermelha.
De acordo com o biólogo Guilherme Ceolin, a tuia é o nome de um grupo de plantas de porte arbóreo-arbustivo, composto por cinco espécies, todas nativas do Hemisfério Norte (duas da América do Norte e três do leste asiático). Por ser um pinheiro, não produz flores nem frutos, somente estruturas que liberam sementes na época reprodutiva.
“Sua importância estética reside no porte e na arquitetura de seus ramos e folhas. As tuias são frequentemente confundidas com os ciprestes, com os quais de fato se assemelham. Porém, podem ser diferenciadas pela disposição achatada de seus ramos”, explica o profissional ao Metrópoles.

Opção de árvore de Natal
A tuia holandesa vermelha vem sendo utilizada como árvore de Natal, substituindo as árvores de plástico e os pinheiros nativos brasileiros (como as araucárias, que são protegidas por lei).
“Por ser uma planta pequena e compacta, que aceita cultivo em vasos e podas de direcionamento, é uma espécie ideal tanto para jardins pequenos tanto para cultivo dentro de residências, mesmo em espaços limitados”, ressalta Guilherme Ceolin.
Características
A tuia holandesa não é vermelha e nem holandesa de verdade — isso é um nome comercial. Guilherme conta que sua cor original, como acontece com quase todas as árvores, é verde. No entanto, por questões estéticas, pode ser pintada com pigmentos especiais para se tornar mais chamativa.
“Conforme a planta cresce e não for recebendo nova coloração, o tom vermelho vai sumindo aos poucos e ela volta a ser totalmente verde (igual ao cabelo pintado que precisa retocar a tinta para não voltar à cor original a partir de suas raízes)”, diz o biólogo.
Dicas para cultivar
- Colocar a planta em local bem iluminado, sem tomar sol direto por muitas horas (em torno de 2h por dia está adequado, principalmente em locais mais quentes).
- Se for cultivada em vasos, a rega deve ser diária para manter o solo sempre úmido, mas sem encharcar.
- O substrato para cultivo deve ser bem drenado, de preferência com furos no vaso para deixar o excesso de água escorrer.
- Seu tempo de vida, se bem cuidada, pode ser longo (vários anos), já que seu crescimento é lento.
“Esta planta pode ser enfeitada e podada de várias formas diferentes a depender da época do ano, não necessariamente sendo exclusiva para o Natal”, finaliza o biólogo Guilherme Ceolin.
















