No que é considerado como “um passo para trás” nos discursos radicais que vem adotando nos últimos anos, o rapper Kanye West surpreendeu ao usar o espaço publicitário do The Wall Street Journal para se desculpar com a comunidade judia.
Na carta aberta intitulada “para aqueles que magoei”, o cantor começou relembrando um acidente de carro que sofreu em 2002 — que teria trago “consequências neurológicas”. Na ocasião, ele afirma que quebrou a mandíbula e teve “lesões no lobo frontal direito do meu cérebro”, afirma. O dano teria passado despercebido e a “negligência médica” teria causado impactos à saúde mental do cantor, diagnosticado com transtorno bipolar tipo 1.
“Você sente que está vendo o mundo com mais clareza do que nunca, quando na realidade está perdendo completamente o controle”, escreveu.
Entenda o histórico de declarações antissemitas de Kanye West
Apesar de sempre ter sido uma figura polêmica, a carreira de Kanye West começou a se deteriorar de forma acentuada com as declarações antissemitas. Além de publicações ofensivas na redes sociais, o cantor foi processado por uma funcionária da Adidas, que o comparou a Hitler e afirmou que foi não apenas ameaçada por ser judia como demitida. West precisou pagar mais de US$ 76 mil em honorários advocatícios à funcionária, cujo o nome permanece anônimo, apesar do caso estar suspenso.
Em 2025, Kanye também ocupou o centro dos tabloides ao apoiar publicamente o rapper P. Diddy — preso por acusação de tráfico de pessoas, violência doméstica e abuso sexual. Em contas no X e no Instagram, ele chegou a fazer elogios a figura de Hitler, se declarou nazista e afirmou que faria “comício mortal contra o povo judeu”. As declarações o fizeram ser dispensado por seu agente.
No artigo do The Wall Street Journal, que ocupou uma página inteira de publicidade do jornal, ele afirma que “a bipolaridade é uma doença grave” e que pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Universidade de Cambridge comprovam que pessoas que convivem como diagnóstico vivem menos.
“Lamento profundamente e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações naquele estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e uma mudança significativa. Isso não justifica o que fiz, porém. Não sou nazista nem antissemita. Amo o povo judeu”, escreveu.
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