A busca por alternativas naturais para aliviar problemas digestivos tem crescido e o chá de espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) desponta como opção promissora. Conhecida por suas propriedades medicinais, essa planta nativa do Brasil tem sido usada há décadas no combate aos sintomas da gastrite e da azia.
Segundo o nutricionista Guilherme Lopes, o segredo da espinheira-santa está na sua capacidade de proteger a musosa gástrica e acelerar a cicatrização de lesões. “Ela forma uma espécie de película natural no estômago, reduz a acidez e melhora a digestão. É uma aliada importante, principalmente para quem quer reduzir a dependência a medicamentos”, afirma.

Como o chá age no organismo?
A planta é rica em taninos, flavonoides, mucilagens e triterpenos — compostos bioativos que atuam em sinergia. Segundo Guilherme, enquanto os taninos têm ação anti-inflamatória, as mucilagens criam uma barreira protetora sobre o estômago, aliviando a irritação. Já os flavonoides e triterpenos auxiliam na cicatrização dos tecidos danificados.
“Essa combinação de compostos naturais oferece um alívio real para sintomas como queimação e dor após as refeições. Em casos leves, o chá pode até evitar o uso contínuo de antiácidos”, explica Guilherme.
Como preparar o chá?
Ingredientes:
- 1 colher de sopa de folhas secas de espinheira-santa
- 1 xícara de água fervente
Modo de preparo:
- Adicione as folhas à água fervente;
- Tampe e deixe em infusão por 10 minutos;
- Coe e consuma morno.
A recomendação do nutricionista é consumir até três xícaras por dia, preferencialmente antes das refeições. “Mas sempre com orientação profissional. Mesmo sendo natural, a espinheira-santa tem efeitos fisiológicos reais e deve ser usada com responsabilidade”, orienta.














