A busca por incluir proteína nas refeições invadiu o cotidiano das pessoas há alguns anos. Nessa premissa, uma nova tendência surge nas redes sociais e pretende mudar o momento do café da manhã: colocar proteína no café. A trend tem até nome: proffee, junção das palavras proteína e café, em inglês.
A nutricionista Maria Catarine Camargo explica ao Metrópoles que o café proteico nada mais é do que um café comum, podendo ser expresso ou coado, misturado ao leite — de vaca ou vegetal — e a algum suplemento proteico, a exemplo de whey protein, colágeno ou proteína vegana. “Essa mistura lembra um smoothie ou um latte gelado, versões mais consumidas frias que, agora, vêm acrescidas de proteína.”

Proteína cafeinada ajuda a controlar a glicose
A forma tradicional dessas bebidas costuma ser mais açucarada, rica em carboidrato e capaz de gerar picos glicêmicos. Maria Catarine destaca que colocar a proteína junto com o carboidrato ajuda a controlar a glicose e a insulina, evitando essas subidas ao longo do dia.
“Esse cuidado não é importante só para quem pratica atividade física, e sim para qualquer pessoa que queira prevenir ganho de gordura e problemas como pré-diabetes”, salienta.
Cuidados ao misturar proteína e café
Apesar disso, a nutricionista adverte que, por ser café, ele continua tendo o efeito da cafeína, ou seja, é neuroestimulante e energético. “A cafeína acelera os batimentos cardíacos e aumenta a produção de adrenalina e noradrenalina. Pessoas com questões cardíacas precisam ter restrição”, ressalta.
Há, ainda, um melhor horário para consumo. “Após as três da tarde, a cafeína pode prejudicar o sono, deixando-o menos restaurador”, emenda. “Pessoas mais sensíveis à cafeína devem ter atenção à frequência com que consomem esse tipo de bebida”, encerra a expert.
















