Usar lanternas com luz ultravioleta (UV) pode ser uma estratégia eficiente para identificar a presença de escorpiões em casa, especialmente à noite. O biólogo Fabiano Soares destaca que esse tipo de monitoramento, apesar de pouco comentado, pode ajudar muito em áreas onde há risco de infestação.
“O esqueleto do escorpião reflete a luz ultravioleta. Com aquelas lanterninhas, é possível localizar o aracnídeo no jardim, em uma caixa de esgoto ou até mesmo dentro de casa, como na pia”, explica o especialista. Segundo ele, essa técnica é amplamente utilizada por pesquisadores e agentes de controle de endemias para localizar e coletar os animais.
Segundo Fabiano, a fluorescência ocorre porque o exoesqueleto do escorpião contém quitina, além de substâncias como beta-carbolinas e derivados do ácido cumarínico que, ao serem expostos à radiação UV entre 320 e 400 nanômetros, absorvem a energia e reemitem como luz visível.
O uso da luz UV, no entanto, tem uma limitação importante: ela não afasta nem mata os escorpiões, apenas os torna visíveis. “Ela serve para destacar o aracnídeo. Não é um método de controle, é uma forma de monitoramento”, reforça Fabiano.
Ele alerta ainda para os cuidados com a segurança. “As pessoas em casa não devem capturar os escorpiões, porque isso é perigoso e pode causar acidentes. A lanterna, no entanto, ajuda a saber se há ou não infestação”, afirma.
O biólogo também chama atenção para medidas simples e eficazes no controle: vedação de ralos, limpeza de esgotos e eliminação de baratas, que são o principal alimento dos escorpiões. “Essas são as ações que realmente resolvem”, conclui.














