A fornecedora de material esportivo, a Nike, analisa a possibilidade de comercializar o uniforme vermelho, criado para a Seleção Brasileira e que foi cancelado. Essa seria uma alternativa de minimizar os prejuízos financeiros gerados durante o processo de produção, que envolveu longos prazos industriais e a formação de um estoque com milhares de unidades antes da decisão de não utilizar a peça.
Segundo a empresa, a venda pode ser mais viável do que o descarte do material já fabricado. A estratégia também considera o apelo do uniforme junto a torcedores e também aos colecionadores, que veem valor em um item considerado raro, por se tratar de uma camisa produzida, mas que nunca chegou a ser usada oficialmente pela Seleção em partidas.
O modelo gerou repercussão na época por fugir das cores tradicionais associadas ao time brasileiro, o que deixou o público revoltado e causou uma polêmica nas redes sociais, até ser barrada pela CBF.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu na época uma nota oficial, informando que as imagens vazadas pelo site Footy Headlines “não são oficiais” e reafirmou o “compromisso com seu estatuto”. E afirmou que “os padrões serão mantidos” com as cores oficiais da bandeira do Brasil.
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais. Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção. A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto (os padrões nas cores amarelo tradicional e azul serão mantidos) e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike”, disse a nota oficial.
Ainda assim, a Nike entende que a peça pode despertar interesse no mercado, mesmo após a repercussão causada pela falta de identidade brasileira no unidorme.







