A arrecadação federal fechou o mês de julho em quase R$ 290 bilhões, o que representa um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) pela Receita Federal.
Dois fatores contribuíram para o crescimento na arrecadação: o aumento no IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, que incide sobre crédito e câmbio; e um imposto sobre a exportação de petróleo bruto, instituído em março deste ano como forma de compensar a redução de tributos sobre combustíveis diante da guerra no Oriente Médio. Prorrogada pela Camex, a Câmara de Comércio Exterior, essa cobrança já soma R$ 8 bilhões arrecadados neste ano.
As contribuições previdenciárias cresceram 5,5%, acompanhando o aumento da massa salarial no país. Por outro lado, a taxação sobre dividendos arrecadou R$ 2,2 bilhões para os cofres públicos até junho, levando o governo a cortar a estimativa anual de R$ 28 bilhões para R$ 17,2 bilhões.
Somando os sete primeiros meses do ano, o país arrecadou pouco mais de R$ 1 trilhão, um crescimento real de 7%. O governo federal tenta fechar 2026 com superávit de R$ 34,3 bilhões, meta estabelecida para as contas públicas no ano.







