Bolsonaro, que passou os três primeiros meses do ano nos Estados Unidos, viajou neste domingo a Ribeirão Preto, 300 quilômetros ao norte de São Paulo, onde participa nesta segunda-feira (1º) de um grande evento de tecnologia agrícola, a feira internacional Agrishow.
Ao deixar o aeroporto, centenas de apoiadores vestidos de verde e amarelo esperavam pelo ex-presidente para cumprimentá-lo e tirar fotos, em clima de campanha eleitoral.
“Ele vai ser o nosso líder, com certeza, porque ele já é e sempre será. Porque o que ele fez pelo Brasil jamais foi feito nesse país”, afirmou o produtor rural Hermes Santana, de 77 anos, que aguentou o forte calor para ver o ex-presidente de perto.
Bolsonaro percorreu alguns metros a pé, espremido por guarda-costas e abrindo caminho entre uma multidão frenética de apoiadores que tentavam apertar sua mão e o saudavam com gritos de “Deus, pátria, família e liberdade”.
Em seguida, deixou o local da caçamba de uma caminhonete, seguido por uma pequena caravana de motos e carros.
Antes do fim de seu mandato presidencial, Bolsonaro viajou aos Estados Unidos no dia 30 de dezembro, dois dias antes da posse de Lula, a quem nunca parabenizou pela vitória no ano passado, que ele considerou “injusta”.
Bolsonaro estava na Flórida em 8 de janeiro, quando milhares de seus apoiadores inconformados com a vitória petista nas eleições invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. O episódio abalou a democracia e resultou na prisão de mais de 1.800 pessoas.
O ex-presidente, cujo papel nessas invasões está sendo investigado, depôs na semana passada à Polícia Federal (PF) sobre o caso, e voltou a negar qualquer envolvimento.
Antes de embarcar de volta ao Brasil, no dia 30 de março, ele garantiu que pretendia “andar” pelo país, com até três viagens mensais, e preparar junto com a oposição as eleições municipais de 2024.
Bolsonaro “está voltando, vai começar agora a andar pelo Brasil, começar a aparecer”, disse o comerciante John Alves, em Ribeirão Preto.
“Se Deus quiser, a gente vai colocar ele de volta lá em cima”, acrescentou.
O ex-presidente enfrenta um total de quatro investigações protocoladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mais de dez processos administrativos na justiça eleitoral por supostos abusos políticos e econômicos nas eleições de 2022, que poderiam deixá-lo inelegível em 2026.
Fonte: A Tarde Online







