O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não se envolverá na disputa política brasileira, após a declaração de Flávio Bolsonaro, que se proclamou presidente eleito do Brasil horas depois de desembarcar em Miami.
Trump foi questionado por jornalistas sobre o texto em uma base militar, em Maryland. Na resposta, confirmou que o governo americano concedeu visto a Flávio e à família, que, segundo ele, foram tratados de forma muito injusta no Brasil. Depois, voltou a chamar a eleição brasileira de estranha, sem apresentar provas.
Fuga
O senador deixou o país sem entregar os passaportes, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado. A mensagem de Flávio Bolsonaro foi divulgada nas redes sociais no fim da tarde, depois do pouso na Flórida.
Na primeira versão da carta, Flávio se dizia o verdadeiro presidente eleito do Brasil. O texto foi trocado mais tarde, e ele passou a se apresentar como líder do país, afirmando que vai comandar a oposição dos Estados Unidos. O senador agradeceu a Trump e ao presidente argentino, Javier Milei, pelo apoio para deixar o Brasil, negou que tenha fugido e afirmou, sem provas, que houve fraude.
O filho de Jair Bolsonaro perdeu o segundo turno, no domingo (25), para o presidente Lula por cerca de 4,4 milhões votos. O resultado foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por observadores internacionais e até pelo partido de Flávio, o PL.
Nunes Marques se manifesta
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições deste ano foram as mais inclusivas da história da República e transcorreram com normalidade e respeito à lei. Segundo o ministro, mesmo com a instabilidade no fim da votação, as medidas do TSE permitiram concluir a apuração com segurança. O magistrado acrescentou que os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.







