A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou as ações de monitoramento e resposta aos casos de intoxicação por metanol registrados no país. Entre as medidas, está a articulação internacional para viabilizar a importação do fomepizol, medicamento usado como antídoto em casos de envenenamento pelo composto.
Segundo a agência, já foram consultadas autoridades reguladoras de 11 países — entre elas Estados Unidos, Canadá, Japão, União Europeia e Argentina — para identificar a disponibilidade imediata do fármaco. Também foi publicado um edital de chamamento para fabricantes e distribuidores interessados em fornecer o produto ao Ministério da Saúde.
De forma paralela, a Anvisa realizou um levantamento nacional e identificou 604 farmácias de manipulação aptas à preparação estéril de etanol grau farmacêutico, que pode ser usado como alternativa terapêutica emergencial caso o fomepizol não esteja disponível.
A agência ainda articula com laboratórios da Rede Nacional de Vigilância Sanitária (RNLVISA) para ampliar a testagem de amostras suspeitas de adulteração. Três unidades já foram indicadas para dar suporte às análises: Lacen/DF, Laboratório Municipal de São Paulo e INCQS/Fiocruz.
O trabalho de campo vem sendo reforçado em parceria com vigilâncias estaduais e municipais. Nesta quinta-feira (2), a Anvisa participou de uma ação em conjunto com a Vigilância Sanitária do Distrito Federal.
Além disso, o serviço Disque-Intoxicação (0800 722 6001) segue em operação, integrando 13 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) em diferentes estados. O canal orienta profissionais de saúde e a população em situações de suspeita de intoxicação.
A Anvisa alerta que o metanol não possui cheiro, cor ou sabor característicos, sendo detectado apenas por meio de análise laboratorial. Por isso, recomenda-se não consumir bebidas de procedência duvidosa, sem rótulo, selo fiscal ou adquiridas a preços muito abaixo do mercado.







