A partir deste domingo (1º), entra em vigor o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA na sigla em inglês, para as relações comerciais entre Brasil e Noruega.
A medida deve facilitar as exportações do Brasil, extinguindo tarifas para diversos produtos e menos burocracia para negociantes dos dois países.
Nesse momento, itens como roupas, artigos têxteis, leveduras, óleos vegetais refinados e vários alimentos industrializados passam a contar com tarifa zero para entrar no mercado norueguês.
O ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acredita que o acordo representa mais um passo na estratégia de ampliar mercados para os produtos brasileiros e fortalecer a presença do país no comércio internacional.
A Noruega já é o principal destino das exportações brasileiras dentro da EFTA, absorvendo cerca de 40% das vendas para o bloco. Agora, a expectativa é de que esse fluxo cresça ainda mais.
No setor industrial, ganham espaços produtos noruegueses como jogos de cama, mesa e banho, camisetas, calças, roupas de praia e lingerie. Já na indústria alimentícia, a Noruega elimina tarifas sobre fermentos e leveduras e também reduz ou zera taxas de produtos como chocolates, biscoitos, massas, cervejas e cereais matinais.
O acordo também pode abrir caminho para o avanço de setores com grande potencial de exportação, como medicamentos, joias, máquinas, equipamentos mecânicos e calçados.
Outro destaque é a simplificação das regras para comercialização de produtos. O texto prevê reconhecimento de testes realizados em laboratórios do Mercosul, evita a repetição de processos de certificação e flexibiliza exigências de rotulagem, o que deve reduzir custos para as empresas.
Segundo o MDIC, o acordo foi assinado em 2025 e faz parte da estratégia brasileira de diversificar parceiros comerciais. A EFTA reúne Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, um mercado de cerca de 15 milhões de consumidores e com forte capacidade de investimento.







