Funcionária exige licença-maternidade para cuidar de filhote de cachorro

Uma mulher nos Estados Unidos solicitou ao setor de recursos humanos oito semanas de licença totalmente paga para cuidar de um filhote de golden retriever que ela havia adotado.

Apesar de parecer piada, o caso é real. A trabalhadora afirmou enfrentar desafios da maternidade causadas por “interrupções de sono a cada duas horas” e ameaçou formalizar uma queixa por discriminação contra mulheres com problemas de fertilidade caso o afastamento, que seria destinado aos cuidados com o cachorro, fosse negado.

Veja o vídeo:

O pedido gerou atrito direto com a gestão da empresa e acabou se tornando público após a superior da trabalhadora relatar a situação. Ter o benefício negado levou a funcionária a acusar a superior de insensibilidade diante de sua decisão de ser mãe de pet.

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do Metrópoles Vida & Estilo

Getty ImagesImagem colorida de menina tocando um golden retriever, sentados no chão
Funcionária alegou não conseguir dormir com a chegada do filhote de 8 semanas

Entenda o pedido de afastamento para cuidar do cachorro

A solicitação enviada por e-mail detalha que a nova tutora se considera responsável por outro ser vivo e exige o tempo remunerado para criar vínculos com o filhote. Ela argumenta que a restrição da licença apenas para quem dá à luz não deveria ser um critério relevante para barrar o afastamento.

A chefe da funcionária convocou uma reunião com o setor de RH para tratar do caso após ser acusada de discriminação. A funcionária mantém a exigência do período integral de folga remunerada, justificando a necessidade pelo desgaste físico do processo de adaptação do cachorro na rotina da casa.

Reprodução/ GettyImagesImagem colorida de golden retriever filhote apoiado em banco de madeira
A disposição do Golden Retriever costuma ser alta e é necessário enriquecimento ambiental para evitar móveis quebrados e energia em excesso

O debate ganhou repercussão no programa de rádio e TV australiano Jonesy & Amanda. Os apresentadores classificaram a exigência como uma dor de cabeça moderna para os gestores. Durante a transmissão, os ouvintes interagiram por telefone e a maioria defendeu a postura da chefe, sugerindo que a tutora busque um especialista em comportamento animal em vez de folga do trabalho.

Nas redes sociais, as pessoas também se manifestaram. Enquanto alguns internautas defenderam o uso de férias ou trabalho remoto, outros reforçaram que as empresas não têm a obrigação de conceder o afastamento remunerado nesse formato.

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