O mercado de trabalho formal criou mais de 165 mil empregos com carteira assinada em agosto. Os dados do Novo Caged, divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho, superaram em cerca de 70 mil vagas a projeção do mercado financeiro. Foram 108 contratações para cada 100 demissões. Ainda assim, o resultado é o segundo mais baixo para um mês de agosto desde 2020, quando começou a série histórica.
O ministro do Trabalho em exercício, Chico Macena, atribuiu o ritmo mais fraco aos juros altos e ao tarifaço americano.
“Eu acho que é um mercado que está se demonstrando resiliente. Continua com um crescimento, continua gerando novos postos de trabalho, continua, inclusive, com a expectativa de crescimento do PIB, não da forma como se tinha expectativa, mas com uma tendência ainda de crescimento.”
Todos os cinco grandes setores da economia abriram vagas. Serviços responderam por dois em cada três empregos do mês. O comércio, que havia perdido postos em julho, voltou a contratar mais do que demitir. Vinte e quatro dos 27 estados tiveram saldo positivo, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. O salário médio de admissão foi de R$ 2.410.
Nos oito primeiros meses do ano, foram abertas mais de 1,13 milhão de vagas. É um número 25% menor que o registrado no mesmo período do ano passado e o pior resultado desde 2020, ano de início da pandemia, quando houve fechamento de postos.
Ao comentar a recuperação do comércio, o ministro citou o dinheiro que, segundo ele, as famílias destinaram às apostas online.
“São R$ 62,5 bilhões que as famílias deixaram de utilizar para suas despesas, para o comércio, para manter a alimentação em casa, e foram migrados para as apostas. A nossa expectativa é que uma parte disso seja utilizada, inclusive, para pagamento de dívidas.”
Desemprego
Outro levantamento, divulgado nesta terça-feira pelo IBGE, também mostra um mercado de trabalho com poucas pessoas sem ocupação. A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor para esse período desde 2012. Cerca de 103,5 milhões de pessoas estavam ocupadas, o maior número já registrado desde o início da série histórica, há 14 anos. Lembrando que, ao contrário do Caged, a pesquisa do IBGE inclui também os trabalhadores informais.







