Adoecimento e perda de controle.
Especialistas alertam que a dependência em apostas online vai muito além do prejuízo financeiro.
O transtorno pode desencadear ansiedade, depressão, fobias e até episódios de violência doméstica.
Esse cenário coloca as plataformas de apostas no centro do debate sobre os impactos psicológicos que afetam não apenas os jogadores, mas também suas famílias.
Para combater o problema, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro passou a adotar novas medidas para identificar e tratar apostadores em bets e seus familiares em unidades de atenção primária.
Entre as ações, estão o rastreio do vício em jogos nas consultas de rotina, nos mesmos moldes do que já é feito para depressão e tabagismo.
Durante o atendimento, o paciente responde a duas perguntas sobre seus hábitos de apostas.
Caso alguma resposta indique comportamento inadequado, a informação é registrada no prontuário e a equipe pode iniciar uma avaliação mais detalhada.
Nos primeiros sete dias da nova estratégia, 3.070 pacientes responderam às perguntas.
Desse total, 22 disseram sentir necessidade de apostar, enquanto 15 admitiram já ter mentido para familiares para esconder quanto haviam gastado com jogos.
A partir da identificação do problema, cada paciente poderá receber um acompanhamento de acordo com o nível de risco.
Dependendo do caso, o cuidado também pode ser oferecido aos familiares.
As novas medidas incluem ainda capacitação de agentes comunitários e demais profissionais das unidades em treinamento especial sobre o tema oferecido pelo Ministério da Saúde e distribuição de material com orientação à população para a busca de ajuda.







