Megan Skiendiel, estrela do grupo KATSEYE, falou abertamente sobre saúde mental em meio à decisão de duas integrantes do grupo de fazer uma pausa para priorizar o próprio bem-estar. Em entrevista à revista People, a cantora revelou que sempre enfrentou questões relacionadas à saúde mental.
“Sempre tive problemas com saúde mental e tudo relacionado a isso”, disse Megan, de 20 anos. “Mas acho que algo que realmente me ajudou foram as pessoas com quem convivo, principalmente as meninas.”

Segundo a estrela, a amizade com as colegas Yoonchae, Daniela Avanzini, Lara Raj, Sophia Laforteza e Manon Bannerman fez com que ela se sentisse “super segura e confortável para ser eu mesma”.
“Essa é a minha maior insegurança, as pessoas me julgando e tudo mais. Mas sim, acho que realmente aprendi a me cercar das pessoas certas, pessoas que me apoiam e me incentivam a mostrar esse meu lado”, contou à revista norte-americana.
Sobre os benefícios das sessões regulares de terapia, Megan afirmou: “É muito bom poder falar sobre os sentimentos em vez de guardá-los para mim. Acho que essa é a maior lição que aprendi.”
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles Vida & Estilo

A importância de figuras públicas abordarem o tema
Segundo a psicóloga Leninha Wagner, quando uma pessoa pública fala sobre saúde mental, ela ajuda a deslocar o sofrimento psíquico do lugar da vergonha para o lugar da humanidade.
“Isso tem uma relevância enorme porque figuras públicas costumam ser percebidas a partir de uma imagem de sucesso, beleza, desempenho e autossuficiência. Quando alguém atravessa essa imagem e revela sua vulnerabilidade, produz identificação: mostra que sofrimento emocional não é incompatível com competência, talento ou realização.”
Além disso, a exposição responsável de experiências psicológicas contribui para reduzir o estigma e ampliar o repertório emocional das pessoas.
“Falar de saúde mental não significa transformar sofrimento em espetáculo. Significa legitimar a possibilidade de pedir ajuda, reconhecer limites e compreender que cuidar da mente faz parte do cuidado integral com o ser humano”, diz Wagner.

Benefícios da terapia
Segundo a profissional, existe um equívoco bastante difundido de que psicoterapia é destinada exclusivamente a pessoas com transtornos mentais. Na verdade, o tratamento pode ser um instrumento de compreensão, elaboração e desenvolvimento psicológico.
“Na prática, muitas pessoas procuram terapia porque desejam compreender melhor seus padrões de comportamento, relações, escolhas, conflitos, limites e formas de lidar com frustração. O processo terapêutico amplia a capacidade de observar a própria experiência em vez de simplesmente reagir a ela”, explica a psicóloga.
Do ponto de vista neuropsicológico, a terapia pode ajudar a perceber pensamentos, emoções e impulsos com mais clareza. Já na perspectiva psicanalítica, o processo terapêutico permite identificar e compreender padrões que se repetem, muitas vezes sem que a pessoa perceba por que determinadas situações, comportamentos ou sentimentos continuam acontecendo.
“A própria Megan sintetizou essa ideia ao afirmar que acredita que a terapia pode beneficiar qualquer pessoa, inclusive quem não esteja enfrentando um problema específico“, relata Leninha.

Hábitos que podem ajudar a preservar o bem-estar emocional
A psicóloga Leninha Wagner afirma: saúde mental não significa viver permanentemente feliz, tranquilo ou motivado.
Significa possuir recursos internos para atravessar as inevitáveis experiências de frustração, perda, conflito, incerteza e mudança sem perder completamente a capacidade de funcionar, escolher e se relacionar.
Abaixo, confira alguns hábitos do cotidiano que podem ajudar a preservar o bem-estar emocional:
- Priorize o básico: manter um sono adequado, alimentação equilibrada e praticar atividades físicas contribui para a regulação do organismo, da cognição e das emoções.
- Preserve vínculos significativos: conversar, sentir-se pertencente, ser escutado e manter relações baseadas em reciprocidade são importantes para o bem-estar psicológico.
- Aprenda a reconhecer as emoções: em vez de apenas pensar “estou mal”, tente identificar o que está sentindo, como frustração, medo, decepção, sobrecarga ou rejeição.
- Proteja a atenção: reduza, quando possível, a exposição constante a notificações, excesso de informações e comparações nas redes sociais.
- Não espere adoecer para se cuidar: assim como acontece com a saúde física, os cuidados com a saúde mental também podem fazer parte da prevenção.







