Doação De órgãos Cresce E Atinge Marca Histórica No Brasil; Entenda

O Brasil alcançou um recorde histórico ao registrar 4.335 doadores efetivos de órgãos, atingindo a marca de 20,3 doadores por milhão de habitantes (pmp). Os dados foram publicados na última quarta-feira (6) pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Apesar do avanço nas estatísticas internas, o desempenho brasileiro ainda é considerado baixo em escala global, posicionando o país no 25º lugar do ranking do Registro Internacional de Doação e Transplante (IRODaT).

De acordo com a ABTO, o transplante de rim lidera as estatísticas no Brasil, com 6.697 procedimentos (alta de 5,9% comparando os registros de 2024 com os de 2025), seguido pelo de fígado (alta de 4,8%). Em contrapartida, as cirurgias de órgãos como coração e pulmão apresentaram retração no mesmo período.

A dinâmica das doações revela predominância de doadores falecidos, categoria que cresceu cerca de 7% na soma de rim e fígado. Simultaneamente, os transplantes intervivos — realizados entre pessoas saudáveis — sofreram queda de quase 10%. O principal gargalo para a expansão do sistema é a recusa familiar, fator determinante, já que a legislação brasileira exige a autorização dos parentes, mesmo que o falecido tenha manifestado em vida o desejo de ser doador.

Os dados recentes revelam, ainda, um entrave a respeito das disparidades geográficas nos índices de doação. Enquanto a região Sul ostenta números comparáveis aos de países desenvolvidos, com Santa Catarina atingindo 42,8 pmp, a região Norte registra apenas 8,5 pmp.