Sentir um caroço na região do pescoço — mais precisamente próximo à tireoide — é ficar em estado de alerta com receio de ser algo grave, como nódulos. De acordo com a endocrinologista Ana Cristina Belsito, estima-se que pelo menos 40% das mulheres com mais de 40 anos convivam com esse quadro que pode ser decorrente de origem genética ou de uma inflamação na glândula, chamada tireoidite.
Questionada se é perigoso ter nódulos na tireoide, a chefe do serviço de endocrinologia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro (RJ), explica que 90% dos nódulos no órgão são benignos. “A avaliação médica com palpação associada a ultrassom e exames de laboratório aponta diagnóstico”, ressalta a especialista em saúde hormonal.
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a médica enfatiza que a ultrassonografia na tireoide ajuda a diferenciar um nódulo benigno do maligno. “As características do caroço — como tamanho, forma e tipo de vascularização — vão levar o endocrinologista a decidir se o paciente precisa fazer uma biópsia do nódulo, por meio de uma punção, ou se vai apenas acompanhar”, cita.
A endocrinologista evidencia que, em alguns casos, principalmente se o nódulo for muito grande, maior que 3 centímetros, o médico pode indicar direto a realização de cirurgia. Ana Cristina complementa: “Outros casos terão indicação de retirada imediata por poderem gerar metástases e comprimir estruturas nobres [perto da tireoide], como traqueia, esôfago e cordas vocais.”
“Para investigar situações suspeitas de malignidade, realiza-se a biópsia. Caso os nódulos sejam malignos, podem ou não ser retirados de imediato. Se forem muito pequenos, recomenda-se fazer a chamada vigilância ativa, operando apenas se houver crescimento”, conclui a especialista pós-graduada em clínica médica pelo Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

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