Bad Bunny fez dois shows em São Paulo, no Allianz Parque, nos dias 20 e 21 de fevereiro, e levou junto toda a sua identidade e estética latina. Quem acompanha o cantor porto-riquenho sabe que o look nunca é secundário, faz parte do show tanto quanto a música.
A assinatura
A alfaiataria continua sendo a base. Conjuntos estruturados, blazers bem cortados e calças largas com caimento preciso. É o que o artista usa há anos e virou sua assinatura no palco. Nas duas apresentações em São Paulo, esses looks se mantiveram presentes, revezando com peças mais casuais nas mudanças de figurino — camisas abertas, roupas mais soltas —, sem perder a coerência do estilo.
Na sexta-feira (20/2), quando Benito foi para a Casita — o palco montado no meio da pista que simula uma varanda porto-riquenha e concentra o momento mais dançante do show —, ele apareceu todo de verde e amarelo. A camisa era uma polo retrô da Copa de 1962, quando o Brasil conquistou o bicampeonato, produzida pela Retrô Gol em parceria com a Athleta.
No sábado (21/2), a surpresa foi maior ainda. Bad Bunny subiu ao palco com o agasalho original da Seleção de 1966 que pertenceu a Pelé. A peça foi usada durante a Copa do Mundo na Inglaterra e é verde, com detalhes em amarelo, gola canelada com zíper e o escudo da Confederação Brasileira de Desportos (CBD).
O acervo por trás da peça
Os stylists Marvin Linares e Storm Pablo conseguiram a peça por meio do Alambrado Futebol e Cultura, acervo sediado em São Paulo e reconhecido pelo Guinness World Records como a maior coleção particular de camisas de futebol do mundo. São mais de 6 mil peças, entre clubes, seleções e jogadores históricos, e o casaco do rei era uma delas.
Confira como foi o processo de escolha da peça:
Nas duas noites, os looks variaram entre conjuntos de alfaiataria, peças de streetwear e camisas mais despojadas, com trocas de figurino bem distribuídas. A turnê Debí Tirar Más Fotos passou pelo Brasil com shows que foram além da música. Benito falou diretamente com um público que cresceu com o futebol como parte da identidade, e que reconheceu em cada peça muito mais do que uma roupa de palco.







