Um síndico foi identificado como responsável por uma emboscada que resultou na morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, segundo a Polícia Civil de Goiás. As conclusões do inquérito apontam que ele teria desligado propositalmente a energia do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do prédio, onde o crime foi planejado e executado.
A investigação constatou que Daiane percebeu a queda de luz e desceu ao subsolo para tentar verificar o problema, chegando a registrar o trajeto com o próprio celular. Essas imagens, recuperadas pela polícia depois de o aparelho ter sido descartado em uma tubulação de esgoto, foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do ataque.
Conforme as apurações, o síndico Cléber Rosa de Oliveira aguardava a corretora encapuzado e com luvas, com um veículo preparado nas proximidades para remover o corpo depois do ataque. A vítima foi surpreendida por trás e, conforme a polícia, morta em uma área de mata após ser retirada do condomínio.
Cléber foi preso em janeiro e, em depoimento, apresentou uma versão que foi descartada pelos investigadores. Ele afirmou que os disparos teriam sido acidentais durante uma suposta briga, hipótese que a polícia considerou falsa diante das evidências.
O filho do suspeito chegou a ser detido temporariamente por possível obstrução das investigações, mas autoridades ainda avaliam seu envolvimento. A defesa sustentou que ele não participou diretamente do crime.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e seu corpo foi encontrado no final de janeiro em uma região de mata em Caldas Novas. A polícia trata o homicídio como premeditado e executado com frieza.







