Lula E Macron Conversaram Por Telefone Sobre Acordo E Conselho Da Paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, na manhã desta terça-feira (27), com o presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação partiu do líder francês e teve duração aproximada de uma hora, segundo informou o Palácio do Planalto. Entre os temas tratados estiveram o Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos e o acordo Mercosul–União Europeia.

De acordo com a nota oficial, Lula e Macron discutiram a proposta do Conselho da Paz apresentado pelo governo norte-americano e defenderam o fortalecimento do Organização das Nações Unidas (ONU). Os dois líderes concordaram que iniciativas voltadas à paz e à segurança internacional devem respeitar os mandatos do Conselho de Segurança da ONU e os princípios da Carta das Nações Unidas.

A situação da Venezuela também entrou na pauta, com ambos condenando o uso da força em desacordo com o direito internacional. Em recente visita de Lula a Salvador, o presidente brasileiro deixou claro o posicionamento a respeito de Donald Trump, o conselho proposto e as ações na Venezuela.

Vale lembrar que Lula nesta segunda-feira (26), também conversou com o presidente americano por telefone, sobre a Venezuela, Gaza e o Conselho da Paz, além de terem deixado acordado uma visita do petista aos Estado Unidos posteriormente.

A França já decidiu não participar do Conselho da Paz criado e gerido por Trump, enquanto o Brasil ainda não respondeu oficialmente ao convite.

Outro ponto central da conversa foi o acordo Mercosul–União Europeia. Lula reafirmou que considera o tratado positivo para ambos os blocos e relevante para o fortalecimento do multilateralismo e do comércio baseado em regras. Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram em orientar suas equipes técnicas a avançar nas negociações, com a meta de concluir acordos ainda no primeiro semestre de 2026.

O tema enfrenta resistência do governo francês e de agricultores do país, e o acordo segue paralisado após decisão do Parlamento Europeu de levar o texto à Justiça, embora o Brasil defenda a aceleração do processo interno.