Entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo, está o acidente vascular cerebral (AVC). Em 2024, o número de óbitos por conta da condição chegou a 85.427, conforme dados do portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil. O quadro médico grave decorre da interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro, o que resulta em danos nas células cerebrais.
De acordo com o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola, as pessoas precisam saber como identificar um AVC, pois cada segundo conta na vida de alguém que está sofrendo a condição. À coluna Claudia Meireles, o médico ajuda a reconhecer os principais sinais do quadro.
O especialista indica identificar um AVC com base na sigla SAMU. Abaixo, ele explica o que significa cada letra do termo:
- Sorria: peça para a pessoa sorrir. “Se um dos lados da face estiver torto ou paralisado, pode ser um indício de acidente vascular cerebral”, salienta.
- Abrace: peça para levantar os dois braços. “Se um dos membros cair ou não responder, é um sinal de alerta”, comenta Victor Hugo.
- Música: peça para o indivíduo repetir uma frase de música. “Se houver dificuldade ou a fala estiver embolada, é mais um indicativo”, detalha.
- Urgente: caso um ou mais desses sinais estejam presentes, ligue imediatamente para o 192. “Cada segundo conta, pois tempo é cérebro”, orienta o especialista em doenças neurovasculares.

O médico frisa que o AVC é uma “doença potencialmente devastadora, mas altamente prevenível quando os fatores de risco são bem controlados”.
A seguir, o neurocirurgião vascular lista os principais fatores de risco para a condição: “A maioria está ligada ao dia a dia”, aponta.
- Hipertensão arterial;
- Diabetes;
- Colesterol elevado;
- Tabagismo;
- Sedentarismo;
- Alimentação inadequada;
- Excesso de peso;
- Consumo excessivo de álcool;
- Distúrbios do sono e estresse crônico.
Victor Hugo ressalta que prevenir o AVC “não depende de uma única ação, mas de um processo contínuo, estruturado e acompanhado de perto”. “Quanto mais cedo ele começa, maiores são os benefícios ao longo da vida”, analisa. O especialista emenda: “Cuidar do cérebro é cuidar do futuro.”

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